segunda-feira, 27 de maio de 2013

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Crowdfunding, a vaquinha virtual.

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Você sempre teve uma puta ideia, mas não tem como viabilizá-la? Agora você pode começar um negócio com a contribuição financeira de várias pessoas por meio de articulação nas redes sociais. Essa é a ideia do crowdfunding. O nome em inglês significa financiamento (funding) através da coletividade (crowd), ou seja, é um financiamento coletivo para novas ideias. Se elaborada de forma completa, uma campanha pode ter muito sucesso. O financiamento coletivo é uma forma viável de captar recursos, viabilizar projetos e concretizar ideias.
E quando se fala em contribuição pode surgir o pensamento “mas o que eu ganho em retorno?”. Geralmente o valor das arrecadações é baixo, e há uma tendência a contribuir se você simpatiza e se identifica com a ideia. Das situações mais usuais que vemos o crowdfunding ser utilizado é em projetos artísticos, causas sociais, projetos ambientais entre outros.  Assim como nas compras online, rola uma desconfiança sobre o capital arrecadado já que as formas de pagamento também são via internet. Então, o jeito é fundamentar uma boa proposta para que todos possam confiar e sentir vontade de contribuir com seu projeto. Passar credibilidade é fundamental. Estímulos como pequenas lembrancinhas ou brindes de baixo custo também podem ser interessantes para quem pode vir a contribuir com seu projeto.
Uma das referências mais importantes em crowdfunding é o site americano Kickstarter que permitiu que mais de 380 mil pessoas buscassem recursos para colocar suas ideias em prática – desde filmes independentes até discos produzidos e gravados em casa. Mais de 30 milhões de dólares em recursos foram solicitados por meio da plataforma, sendo que alguns projetos chegaram captar mais de 100 mil dólares.   

A versão brasileira teve inicio com o Catarse. A plataforma aceita doações de 10 reais até 10 mil reais. “Como o critério ‘criatividade’ é muito subjetivo, incentivamos que enviem todo tipo de projeto para nossa avaliação”, diz Diego Reeberg um dos criadores do site. A iniciativa é abertamente inspirada no Kickstarter. Assim como na versão estrangeira, quem colabora com os projetos tem direito a recompensas exclusivas.
Um exemplo que deu muito certo foi o Queremos! (assim mesmo, com exclamação). Um grupo de amigos que fizeram carreira em áreas como direção de TV e produção musical, montaram o negócio para suprir uma necessidade coletiva. Inúmeras vezes os cariocas precisavam vir até São Paulo para assistir os shows que não chegavam ao Rio de Janeiro.
Cada um convenceu 20 amigos a comprar ingressos para cobrir os custos mínimos do show do trio sueco Miike Snow. O show deu tão certo que a vaquinha virou negócio. No fim de 2010, criaram o Que­remos! A empresa ajuda fãs a atrair ar­tistas para suas­ cidades. “Nossa pretensão era só assistir às bandas, mas os ar­tistas nos diziam que o modelo não exis­tia em outros lugares. Vimos que havia uma oportunidade”, diz o documentarista Bruno Natal, um dos cinco sócios. 
Nos últimos dois anos, o Queremos! organizou mais de 50 shows de artistas entre eles o da a banda escocesa Belle and Sebastian e Os Paralamas do Sucesso. Mais de 60 mil ingressos foram vendidos. Funciona assim: pela internet, a empresa recruta fãs que estão dispostos a dividir os custos de um show e os coloca em contato com artistas e produtores. Se o evento acontecer e os ingressos forem todos vendidos, os fãs recebem o dinheiro de volta — isso na melhor das hipóteses. Se o show não esgotar, o fã que bancou a vinda do artista ainda terá de pagar o próprio ingresso. O Queremos! fica com de 10% a 20% da receita. A empresa não divulga faturamento nem lucro.
Inspirador? Quem sabe essa não é alternativa de engrenar aquela ideia que você sempre sonhou. 

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