Crowdfunding, a vaquinha virtual.
Postado em descemaisuma
Você sempre teve uma
puta ideia, mas não tem como viabilizá-la? Agora você pode começar um negócio
com a contribuição financeira de várias pessoas por meio de articulação nas
redes sociais. Essa é a ideia do crowdfunding.
O nome em inglês significa
financiamento (funding)
através da coletividade (crowd),
ou seja, é um financiamento coletivo para novas ideias. Se elaborada de forma completa, uma campanha pode ter muito
sucesso. O financiamento coletivo é uma forma viável de captar recursos,
viabilizar projetos e concretizar ideias.
E quando
se fala em contribuição pode surgir o pensamento “mas o que eu ganho em
retorno?”. Geralmente o valor das arrecadações é baixo, e há uma tendência a
contribuir se você simpatiza e se identifica com a ideia. Das
situações mais usuais que vemos o crowdfunding ser utilizado é em projetos artísticos, causas sociais, projetos
ambientais entre outros. Assim como nas
compras online, rola uma desconfiança sobre o capital arrecadado já que as
formas de pagamento também são via internet. Então, o jeito é fundamentar uma
boa proposta para que todos possam confiar e sentir vontade de contribuir com
seu projeto. Passar credibilidade é fundamental. Estímulos como pequenas
lembrancinhas ou brindes de baixo custo também podem ser interessantes para
quem pode vir a contribuir com seu projeto.
Uma das referências mais importantes em crowdfunding é o site americano Kickstarter
que permitiu que mais de 380 mil pessoas buscassem recursos para colocar suas
ideias em prática – desde filmes independentes até discos produzidos e gravados
em casa. Mais de 30 milhões de dólares em recursos foram solicitados por meio
da plataforma, sendo que alguns projetos chegaram captar mais de 100 mil
dólares.
A versão brasileira teve inicio com o Catarse. A plataforma aceita doações de 10 reais até 10 mil reais. “Como o critério ‘criatividade’ é muito subjetivo, incentivamos que enviem todo tipo de projeto para nossa avaliação”, diz Diego Reeberg um dos criadores do site. A iniciativa é abertamente inspirada no Kickstarter. Assim como na versão estrangeira, quem colabora com os projetos tem direito a recompensas exclusivas.
A versão brasileira teve inicio com o Catarse. A plataforma aceita doações de 10 reais até 10 mil reais. “Como o critério ‘criatividade’ é muito subjetivo, incentivamos que enviem todo tipo de projeto para nossa avaliação”, diz Diego Reeberg um dos criadores do site. A iniciativa é abertamente inspirada no Kickstarter. Assim como na versão estrangeira, quem colabora com os projetos tem direito a recompensas exclusivas.
Um exemplo que deu
muito certo foi o Queremos! (assim mesmo, com
exclamação). Um grupo de amigos que fizeram carreira
em áreas como direção de TV e produção musical, montaram o negócio para suprir
uma necessidade coletiva. Inúmeras vezes os cariocas precisavam vir até São
Paulo para assistir os shows que não chegavam ao Rio de Janeiro.
Cada um convenceu 20
amigos a comprar ingressos para cobrir os custos mínimos do show do trio sueco
Miike Snow. O show deu tão certo que a vaquinha virou negócio. No fim de 2010, criaram
o Queremos! A empresa ajuda fãs a atrair artistas para suas cidades. “Nossa
pretensão era só assistir às bandas, mas os artistas nos diziam que o modelo
não existia em outros lugares. Vimos que havia uma oportunidade”, diz o
documentarista Bruno Natal, um dos cinco sócios.
Nos últimos dois anos,
o Queremos! organizou mais de 50 shows de artistas entre eles o da a banda
escocesa Belle and Sebastian e Os Paralamas do Sucesso. Mais de 60 mil
ingressos foram vendidos. Funciona assim: pela internet, a empresa recruta fãs
que estão dispostos a dividir os custos de um show e os coloca em contato com
artistas e produtores. Se o evento acontecer e os ingressos forem todos
vendidos, os fãs recebem o dinheiro de volta — isso na melhor das hipóteses. Se
o show não esgotar, o fã que bancou a vinda do artista ainda terá de pagar o
próprio ingresso. O Queremos! fica com de 10% a 20% da receita. A empresa não
divulga faturamento nem lucro.
Inspirador?
Quem sabe essa não é alternativa de engrenar aquela ideia que você sempre
sonhou.



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