terça-feira, 11 de junho de 2013

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Ministério da Saúde e a campanha censurada “Sou feliz sendo prostituta”.

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Campanha não aprovada pelo Ministério da Saúde foi veiculada nas redes sociais e gerou polêmica pelo conteúdo. Uma das peças trazia a frase “Eu sou feliz sendo uma prostituta”, o que fez os conservadores sentirem-se ofendidos e influenciar a retirada da campanha depois de fortes protestos.
Realizada em março em João Pessoa, na Paraíba, para marcar o Dia Internacional das Prostitutas, no dia 2 de junho, a campanha teve o objetivo de se opor ao preconceito de que Prostituição é associada à infecção por HIV, sendo bem aceita por feministas e grupos que trabalham com prevenção. Além de incentivar o uso de preservativos, levou os profissionais do sexo a procurarem tratamento médico para doenças sexualmente transmitidas.
Em uma reunião parlamentar, a Deputada Federal Liliam Sá, criticou a campanha dizendo: “Estamos a lutar contra a prostituição infantil e surge uma campanha que incentiva”.  E o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse em seu Twitter que a campanha tinha sido lançada sem o seu consentimento, completou ainda que a decisão de retirar a campanha não ocorreu por causa das críticas que recebeu.

No entanto, o Jornal O Globo revelou que Alexandre Padilha demitiu o diretor do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida e Hepatites Virais do ministério, Dirceu Greco.
 O material foi produzido em João Pessoa durante uma oficina para profissionais do sexo.

Em pronunciamento o secretario envolvido afirmou que as artes “não foram aprovadas pela Assessoria de Comunicação Social, como ocorre com todas as campanhas”. Para serem oficializadas todas as campanhas publicitárias que recebem o selo do ministério precisam ser aprovadas pelo departamento de comunicação, o que não aconteceu neste caso. Neste momento as artes estão sem análise e se aprovadas pela assessoria serão disponibilizadas.

A intenção da campanha pode ter sido boa, mas quem deveria mesmo ser demitido é o diretor de arte. Será que estava de ressaca? O que acharam da censura?

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